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O Palácio do Planalto sofreu um forte abalo político nas primeiras horas desta quinta-feira, 18 de junho de 2026. A Polícia Federal (PF) deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, e o principal alvo dos mandados de busca e apreensão é o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal.
A nova etapa da operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e apura desdobramentos de um gigantesco esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
Buscas e Medidas Cautelares
Ao todo, os agentes federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão espalhados por endereços estratégicos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal (DF). Além das varreduras nas propriedades e gabinetes dos investigados para recolher celulares, computadores e documentos, o STF determinou uma série de medidas cautelares severas:
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Proibição absoluta de contato entre os investigados do caso;
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Suspensão e retenção de passaportes para evitar risco de fuga internacional;
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Aplicação de monitoramento por tornozeleira eletrônica para alvos específicos do inquérito.
O Contexto: Prisões Mantidas na Segunda Turma do STF
O cerco contra a cúpula do esquema e seus braços políticos apertou logo após o julgamento da última terça-feira (16/06). Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do STF referendou a decisão individual do ministro-relator André Mendonça e manteve as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro (respectivamente, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, peça-chave do Banco Master).
Segundo o relatório da Polícia Federal, Henrique e Felipe eram os operadores responsáveis por ocultar e dissimular os recursos desviados nas fraudes do sistema financeiro. Ambos haviam sido presos em 14 de maio, durante a 6ª fase da operação.
O Foco da Investigação: Banco Master e BRB
A Operação Compliance Zero debruça-se sobre duas grandes frentes de crimes financeiros:
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Fraudes Internas: Desvios e maquiagem de balanços dentro do próprio Banco Master;
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A Conexão BRB: A tentativa fraudulenta de compra da instituição pelo BRB (Banco Regional de Brasília), uma instituição bancária pública controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o que teria ativado lobbies políticos e pagamento de propinas para facilitar o negócio com dinheiro público.
Imagem: Divulgação









